sexta-feira, 1 de abril de 2011

Publicidade na internet supera jornais pela primeira vez nos EUA



Compartilhar: Em 2010, os gastos com publicidade na internet nos Estados superaram os direcionados a jornais, segundo a empresa de pesquisas eMarketer. O dado confirmou as previsões, mas não foi um fenômeno isolado: já em 2013, afirma o estudo, os gastos com anúncios na internet nos EUA, o maior mercado publicitário do mundo, serão superiores à soma das despesas com publicidade em jornais e revistas.

Segundo a pesquisa, a internet recebeu no ano passado anúncios que somaram US$ 25,8 bilhões (mais de R$ 42 bilhões em valores de hoje), o que correspondeu a 16,9% do total. Aos jornais, por sua vez, foram destinados US$ 22,8 bilhões, uma fatia de 14,9%. No ano anterior, as participações da web e dos jornais de papel foram de 15,4% e 16,9%, respectivamente. Em em 2013, quando a internet chegar a 21,9%, jornais e revistas terão 12,3% e 7,7%, respectivamente.

No estudo, a eMarketer diz que o mercado publicitário continuará sua “lenta recuperação” da recessão – e sob essa perspectiva, a empresa faz projeções para a indústria até 2015. Em quatro anos, as despesas com publicidade chegarão a US$ 173,6 bilhões, de acordo com o prognóstico, que prevê um bolo total de US$ 154,6 bilhões neste ano, montante apenas 1% maior que os US$ 153 bilhões de 2010. Em 2015, segundo a projeção, de cada quatro dólares, um será aplicado na internet. A fatia da web será de 25,6%; a de jornais, de 11,4%, e a de revistas, de 6,7%.

Em uma indústria com crescimento firme nos próximos anos – entre 2009, ano que ainda vivia sob o impacto negativo da crise global, e 2015, os investimentos crescerão 18% –, os veículos impressos serão os únicos que minguarão, ainda de acordo com a eMarketer. Nesse intervalo, os jornais passarão de US$ 24,8 bilhões para US$ 19,8 bilhões, as revistas, de US$ 15,5 bilhões para US$ 11,1 bilhões, e as malas diretas (em papel) de US$ 10,3 bilhões para US$ 5 bilhões. A publicidade na internet dobrará de tamanho, passando de US$ 22,7 bilhões para US$ 44,5 bilhões.

A televisão mantém-se na dianteira da atração de dinheiro para publicidade nos EUA. Sua fatia foi de 38,6% em 2010 e deverá passar a 39,1% neste ano. Para 2015, a projeção é que seu naco se estabilize, ficando em 39,2%.

Fonte: Correio do Estado

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