terça-feira, 30 de agosto de 2011

Empresa chinesa começa a fabricar tablet no Brasil


Governo reduziu impostos para rivais do iPad produzidos no país

Representantes da empresa chinesa de tecnologia ZTE se reuniram nesta segunda-feira com a presidente Dilma Rousseff e informaram que a empresa produzirá tablets no Brasil a partir deste mês em parceria com empresas locais.


No fim de maio, o governo federal publicou no Diário Oficial da União a medida provisória que inclui os tablets na chamada “Lei do Bem”, que em 2005 reduziu os impostos para computadores produzidos no Brasil. Com isso, os tablets fabricados no Brasil terão isenção de impostos. O governo diz que esses aparelhos devem ficar 30% mais baratos por causa disso.

A produção da ZTE vai ocorrer em meio a uma série de anúncios de concorrentes envolvendo a produção de tablets, que incluem Positivo Informática, Motorola e Samsung, após o governo ter desonerado esses dispositivos para incentivar a produção local e permitir uma queda de preços dos equipamentos.

De acordo com a empresa de pesquisa IDC, as vendas de tablets no Brasil devem chegar a 300 mil unidades em 2011, com a maior movimentação ocorrendo nos seis últimos meses do ano. Nessa época, mais produtos do exterior terão chegado ao mercado brasileiro e as fabricantes nacionais já terão se posicionado com seus próprios produtos.

O presidente da empresa, Hou Weigui, disse ainda que a ZTE já investiu no Brasil R$ 48 milhões (U$$ 30 milhões) do total de R$ 400 milhões (US$ 250 milhões) anunciados em abril durante visita da presidente à China, quando ela foi ao Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da ZTE, em Xian.

Os representantes da ZTE manifestaram o interesse em participar da implantação do PNBL (Plano Nacional de Banda Larga), que tem o objetivo de aumentar o acesso à internet em alta velocidade no país.

A empresa chinesa comprou um terreno para a construção de uma fábrica em Hortolândia (SP), onde será instalado um parque industrial, e também comprou uma fábrica já pronta. A previsão é que os R$ 400 milhões (US$ 250 milhões) sejam investimentos até 2014 e a fábrica de Hortolândia empregue 2.500 trabalhadores.




r7.com.br



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