sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Fiat rebatiza Dodge Journey como Freemont


Se você nunca tinha ouvido falar em Dodge Journey, possivelmente, vai conhecê-lo a partir de setembro como Fiat Freemont. O modelo, que era vendido no Brasil há três anos pela Chrysler, é o primeiro resultado da parceria entre a marca norteamericana e a Fiat, firmada em 2009 após a compra de 53% da empresa pela montadora italiana.

Com novo nome, motorização, interior e algumas mudanças na parte frontal, a Fiat ingressa no concorrido mercado de utilitários esportivos e crossovers com o lançamento. Comercializado nas versões Emotion (cinco lugares) e Precision (sete lugares) com motor 2.4 16V, vai custar R$ 81.900 e R$ 86 mil, respectivamente. Com garantia de três anos, o Freemont será vendido somente nas concessionárias Fiat.

Disponível apenas no mercado brasileiro e na Europa, o Freemont vai continuar convivendo com o Dodge Journey RT 2.7 V6. Segundo a Fiat, no entanto, são clientes completamente distintos. O modelo que veio para representar a Fiat no mercado de utilitários esportivos quer bater de frente com Hyundai iX35, Honda CR-V e Chevrolet Captiva. "É o carro da moda para quem busca preço, espaço e status", resume Claudio Demaria, engenheiro da Fiat.

Para entrar na moda, afinal, a receita original já estava no mercado desde 2008, a Fiat repaginou a dianteira e reformulou o painel, além de equipar o carro com um motor menor e com transmissão automática de quatro velocidades. A traseira traz lanternas de led e o novo nome do modelo inscrito na tampa do porta-malas. Com as mudanças, a Fiat planeja vender até 1.500 unidades por mês do Freemont.

Suspensão muda; motor vem do PT Cruiser

Enquanto a montadora acertou a mão ao ajustar a suspensão que, na época Dodge era dura demais, pecou ao colocar um motor de quatro cilindros sob o capô. Somente com motorista e passageiro, o bloco de alumínio de 172 cv e 22,4 mkgf carrega a carroceria e ocupantes com tranquilidade no trânsito, mas nas investidas no acelerador e nas ladeiras, mostra sinal de cansaço, pedindo fôlego e tempo para recuperar e ganhar força. O motor é o mesmo do extinto PT Cruiser, mas, segundo a Fiat, recebeu melhorias. A transmissão de quatro velocidades permite trocas manuais na alavanca e, no modo drive, possui passagens de velocidades bem suaves.

O interior do Freemont está mais limpo e discreto, livre da influência exagerada dos carros americanos. Alguns detalhes escovados e na cor vermelha dão atualidade ao modelo. Com sete lugares, a cabine pode ser configurada de 32 maneiras diferentes. Uma das facilidades que vale a pena ser citada é a abertura de 87 graus das portas traseiras, vantagem para quem precisa acomodar pessoas de mais idade ou cadeirinhas de bebê (o assento elevado faz parte dos itens de série do modelo). Outras inovações são a chave presencial (bastar estar com ela em frente à porta para que ela abra) e o botão start stop para ligar e desligar o carro.

Com 4,88 metros de comprimento, 2,90 metros de largura e 1,90 metro de altura, espaço e porta-objetos não faltam ao Freemont. Com cinco lugares, a capacidade do bagageiro é de 580 litros. Com os sete bancos, vai para 145 litros. Desde a versão básica, o Freemont sai de fábrica com freios ABS, airbag duplo e laterais, ar digital de duas zonas, direção hidráulica, trio elétrico, piloto automático, farois de neblina, CD player com MP3, controle de estabilidade e tração. Entre os opcionais, a versão Emotion pode receber barra de teto, enquanto a Precision ganha bancos de couro e teto solar.


Fonte: msn.icarros.com.br

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