quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

E-commerce: quais são as principais tendências para o novo ano?


Especialistas apontam as principais tendências para 2012 no comercio eletrônico, como compras pela TV e pelo celular

Em 2011, pudemos ver grandes mudanças no mundo do comércio eletrônico. Além do surgimento de novos e pequenos negócios que tornaram muito mais fáceis as operações financeiras, tanto para quem vende, quanto para quem compra, houve um enorme crescimento na área. Segundo pesquisa da ComScore, houve crescimento de 2 dígitos no setor durante os feriados de final de ano. Mais ainda, o e-commerce tem se tornado o meio mais fácil e rápido de se fazer compras.

Porém, também vimos um crescimento ainda maior de ferramentas que não foram criadas exclusivamente para o e-commerce, mas ajudam muito o setor, como smartphones, tablets, redes sociais, computação em nuvem e muitas outras. Assim, a relação vendedor-comprador ficou ainda mais estreita e rápida, já que esses dispositivos possuem uma facilidade de acesso à web, além de funções ao alcance dos dedos.

Pensando em tudo isso, a Rakuten, uma das maiores empresas de e-commerce do mundo, fez uma projeção com as principais tendências que poderão estimular e contribuir muito para o crescimento e uso do e-commerce em 2012. Segundo estimativa da J.P. Morgan, empresa de serviços financeiros, o e-commerce terá receita de US$963 bilhões (cerca de R$1,7 trilhões) no ano que entrou. Confira as previsões abaixo:

1- T-Commerce (compras pela TV) e M-Commerce (compras pelo celular) – Em 2011, dispositivos móveis habilitados com web transformaram o setor de e-commerce, abrindo um novo canal 24 horas por dia e 7 dias por semana para o consumidor, criando formas inovadoras de envolvê-los. Até mesmo códigos QR que possibilitam a busca de ofertas baseada em sua localização viraram tendência. Em 2012, o M-commerce (compras pelo celular) continuará ganhando força, mas o T-commerce (compras pela TV) terá particular interesse. A rica funcionalidade dos tablets muda a tradicional forma de transacionalidade e transforma a pesquisa de ofertas e promoções em lojas virtuais em uma experiência quase palpável. Por exemplo, a BuyTV da Rakuten nos EUA e a Rakuten SuperTV no Japão trazem opiniões em vídeo para enriquecer a experiência de compra no tablet. Além disso, o comércio móvel não é exclusivo de grandes marcas com grandes orçamentos. O Gartner avalia que até 2013, modernos dispositivos móveis com web ultrapassarão o número total de PCs em uso, alcançando 1,8 bilhão. Todos esses consumidores estarão a apenas um clique de distância de suas compras e os varejistas não podem perder essa oportunidade.

2- Tijolos e argamassas na nuvem - As fronteiras entre os mundos online e offline estão se tornando cada vez mais turvas na medida em que os varejistas mesclam suas ofertas digitais com as do mundo real. Serviços de digitalização de códigos de barras, como a ShopSavvy, ajudam os usuários a encontrar as melhores ofertas, permitindo-lhes fazer uma varredura de código de barras e procurar pelas melhores ofertas online. No entanto, o desafio com esses aplicativos é que eles não conseguem remunerar a loja cuja exibição instigou a compra. Para evitar a canibalização do setor, acreditamos que um novo sistema deva surgir em 2012 e que recompense os ecossistemas offline e online.

3- Comprando com sua rede social - Obter uma segunda opinião antes de comprar algo novo não é nenhuma novidade, mas agora, ao invés de levar um amigo às compras, também é possível levar toda a sua rede social com você. Os varejistas estão cada vez mais conscientes do poder dos "fãs" nas redes sociais e eles vão fazer parte da evolução do setor de e-commerce em 2012. Dados divulgados em julho pela Hitwise indicam que um fã no Facebook equivale a 20 visitas adicionais a um site de varejo no período de um ano. Agora, os varejistas estão usando as redes sociais não apenas para a promoção da marca, mas também para o desenvolvimento de produtos e serviços ao cliente.

4- Comunidades de compras sem fronteiras – Em 2012, veremos o aumento do e-marketplace. Modelos de mercados internacionais fornecerão aos vendedores de todos os portes e de todas as regiões do mundo a oportunidade de ampliar suas operações internacionalmente, sem o gasto intensivo com as tradicionais despesas como, por exemplo, os modelos locais de estabelecimentos de entrega, facilidades de armazenamento etc. Varejistas estarão prontos para se envolverem em comunidades de compras internacionais e direcionarão seus recursos com base em demandas do mundo real. Isso abrirá oportunidades em mercados em expansão, como a China, Índia e Brasil. No final de 2011, a Rakuten fez uma pesquisa internacional sobre os interesses em compras globais online e o resultado revelou que consumidores estão abertos a fazer compras "sem fronteiras". O Brasil está conduzindo a investida global em e-shopping com 81% dos consumidores interessados em comprar em diferentes mercados online. Na sequência aparecem a Indonésia (77%), Tailândia (74%), China (69%) e Espanha (66%).

5- Flexibilidade - De acordo com um relatório da Forrester de janeiro de 2011, as questões de transporte foram uma das razões mais comuns para o abandono do carrinho de compras na Europa. É verdade que a internet criou o mercado global, mas as preferências por compras no mercado local ainda devem ser levadas em conta. Em 2012, modelos flexíveis de compra serão vitais para o crescimento do setor, como evidenciado pela popularidade crescente do fenômeno Click & Collect, que contabilizou 10,4% de todas as vendas de e-commerce no Reino Unido neste Natal, segundo a IMRG.

6- Compras online se tornam pessoais – O antigo provérbio "Informação é poder" assume novos significados em 2012, com a busca dos varejistas em apreender a inconstante atenção dos compradores online por meio de informações inteligentes. Foram os dias em que os vendedores entendiam o comportamento dos consumidores apenas com base em pontos de fidelidade. Hoje, varejistas online podem adquirir grandes volumes de dados tanto de clientes existentes como os em potencial, baseando-se em hábitos de navegação dos usuários. Em 2012, os dados sobre as plataformas sociais vão oferecer novas percepções sobre a psicologia dos clientes. O que mais importa para os varejistas, porém, é a maneira como as equipes de marketing vão transformar este rico volume de dados em uma comunicação relevante e oportuna com os clientes. A "geração web" já está cansada de receber uma enorme quantidade de publicidade. Para realmente envolver os consumidores em 2012 os varejistas devem aprender a aproveitar os dados de usuários específicos para fornecer, em tempo hábil, comunicações personalizadas e relevantes.

Sobre a indústria de e-commerce em 2012, Alessandro Gil, CMO da Rakuten Brasil, declarou que "em 2011, nós mal alcançamos as possibilidades que existem no varejo online. Nós estamos no início da criação de uma rica experiência em comunidade de shopping internacional em regime 24/7". Para ele, o crescimento mundial dos dispositivos móveis de ponta, a expansão da banda larga e o surgimento de inovadores serviços de compra, vão abrir os mercados globais permitindo enormes oportunidades de crescimento para pequenos e grandes comerciantes e tornando únicas as escolhas dos consumidores em 2012.





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