sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Proibida vai esperar o carnaval passar para lançar nova ação

Cerveja promete estar nos supermercados Pão de Açúcar de São Paulo e do Rio de Janeiro nos próximos 60 dias



Cerveja Proibida: para enfrentar a concorrência, ela tenta investir em estratégias que as grandes marcas não usam, como o marketing de guerrilha

Há cerca de seis meses a cerveja Proibida foi lançada no mercado, após uma surpreendente ação de marketing. Depois de Recife e Fortaleza, a marca finalmente chegou em São Paulo e no Rio de Janeiro – mas com bem menos barulho do que quando conseguiu enganar o programa de humor Pânico.
Depois do barulho da chegada, a empresa ainda não fez uma nova ação – e pretende agir somente depois do carnaval. “Carnaval é muito saturado de comunicação da concorrência”, disse João Noronha, diretor presidente da CBBP, que fabrica a Proibida. A ideia é reavivar a marca depois do feriado.

A promessa é que a ação também fuja do tradicional e seja algo inédito e ousado, assim como a primeira campanha. A agência de publicidade da Proibida mudou desde a primeira propaganda - agora eles são atendidos pela Artplan, que tem entre seus clientes a CBF e a BM&FBovespa.

A ideia é continuar mostrando a personalidade da marca, que Noronha define como jovem, ousada, contestadora e inovadora. “Queremos o consumidor jovem e aberto a experimentação. Nossas ações de marketing e até o nome da marca vem falar de liberdade”, disse. Noronha nega que a meta da Proibida fosse crescer 5% em 2012, e diz que o número era mais condizente com o mercado premium.

Descida

A Proibida ainda está concentrada no seu mercado doméstico – o nordeste. E não vem descendo redondo pelo Brasil. A cerveja chegou discretamente ao sudeste e vem enfrentando a artilharia dos concorrentes. A briga vai do Conar a mesas e cadeiras em bares.

“Eles oferecem o dobro de mesas e cadeiras se o bar tirar o nosso”, disse Noronha. Além de ter enfrentado o Conar na campanha das “Tchecas”, a Proibida também enfrentou após uma propaganda em outdoor no nordeste. A frase “Viva sem moderação’, que estava na imagem, assim como a frase obrigatória “Beba com moderação” foi acusada de fazer piada com a frase oficial.

“É uma briga feia e desigual em poder econômico” disse Noronha. O mercado brasileiro de cervejas é dominado pela Ambev (dona de marcas como Antartica, Skol e Brahma), que concentra quase 70% do mercado, segundo dados da Nielsen de 2011. E, na sequência, ainda vem Itaipava, Schincariol e Heineken.




exame.abril.com.br

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