sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

O que é pior Beber, Fumar ou Twittar ?



É mais difícil resistir ao desejo de twittar ou verificar o email do que a fumar um cigarro ou tomar uma bebida – pelo menos é o que conclui um estudo promovido por uma equipa da Booth Business School, da Universidade de Chicago. Segundo os investigadores, a adição causada pelas redes sociais até rivaliza com o sono e a sexualidade. 

Para chegar a estas conclusões, a equipa conduziu uma experiência com recurso a telemóveis BlackBerry, com o objetivo de medir a força de vontade de 205 pessoas entre os 18 e os 85 anos da cidade alemã de Würtzburg.

Os participantes no estudo foram monitorizados sete vezes ao longo de 14 horas diárias, em sete dias consecutivos: em causa estava perceber se conseguiam, ou não, resistir à vontade de twittar ou verificar o email e em que medida esse desejo conflituava com outros. Foram contabilizados, no período em causa, 7.827 “episódios de desejo”. 

Os investigadores observaram que dormir e ter relações sexuais são os desejos mais poderosos do quotidiano, mas o trabalho e aceder às redes sociais são os impulsos mais difíceis de travar. O que – concluíram – sugere uma tensão persistente entre a inclinação natural para descansar e relaxar e a multitude de tarefas profissionais e outras obrigações.

“Resistir ao desejo de trabalhar estava condenado ao fracasso. Em contraste, as pessoas foram relativamente bem sucedidas a resistir às inclinações para fazer desporto, às necessidades sexuais e a impulso de gastar, o que parece surpreendente na sociedade moderna”, afirmou o coordenador do estudo, citado pelo The Guardian. 

Difícil de resistir mostrou-se também o desejo pela presença nas redes sociais, o que os investigadores atribuem ao elevado grau de acessibilidade e porque são atividades que não têm custos. 

O estudo apontou ainda para uma relativamente baixa taxa de adição pelo tabaco, álcool e café. “Os cigarros e o álcool têm mais custos – a longo termo e monetários – e a oportunidade pode nem sempre ser a melhor. Mas, embora ceder aos desejos de media tenha menos consequências, o seu frequente uso pode absorver muito do tempo das pessoas”, comentou o coordenador. 





Fonte: The Guardian

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