quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Publicidade na TV paga surpreende e tem alta de 20% em 2011


Anunciantes perceberam que o principal mercado consumidor e os formadores de opinião estão na TV por assinatura

Aumento da base de clientes, que saltou de 9,8 para 12,7 milhões em 2011, é responsável pelo crescimento
A Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA) comemora o resultado “surpreendente”, segundo seu presidente, Alexandre Annenberg, no faturamento publicitário do setor, que deve fechar o ano de 2011 com um crescimento de 20%, totalizando R$ 1,2 bilhão. De acordo com a entidade, a TV paga foi o segundo segmento que mais cresceu em investimentos publicitários no ano até outubro, depois da internet, e o setor elevou sua participação no mercado de publicidade, que hoje representa cerca de 10% de sua receita.
“Em anos pares, eventos como Copa do Mundo e Olimpíadas trazem muitos anunciantes. Mas em anos ímpares, geralmente não há ganho de share no mercado publicitário, mas não foi o que aconteceu esse ano”, disse Rafael Davini, membro do Comitê de Marketing e Publicitário da ABTA e diretor de publicidade da programadora Turner, durante evento em São Paulo nesta quarta-feira (1º). Segundo o executivo, isso se deve à consolidação do mercado de TV por assinatura no Brasil, que ganhou quase 3 milhões de novos assinantes em 2011 e hoje chega a 12,7 milhões de domicílios.
“O mercado descobriu o potencial da TV por assinatura para a publicidade”, afirmou Annenberg, lembrando que o segmento permite uma maior flexibilidade e segmentação de públicos para o anunciante que a TV aberta, que hoje recebe mais de 60% das verbas de publicidade do mercado brasileiro, ante os 4% da TV paga. Os segmentos anunciantes que mais se destacaram foram automóveis, bancos e serviços de telecomunicações. “A TV por assinatura deixou de ser secundária. É uma mídia extremamente presente no Brasil hoje”.
A ABTA espera chegar a 20,2 milhões de assinantes até 2015, devido principalmente à classe C, que hoje já representa 30% da audiência dos canais fechados. “Dois, três anos atrás, essa audiência era quase inexistente”, disse o presidente da associação. Embora a penetração da TV paga entre a chamada “nova classe média” tenha dobrado (18%), ela ainda é muito menor que os quase 80% da classe A, e o setor aposta nesse potencial de crescimento, tanto para novas assinaturas como para atrair anunciantes.


Link: http://www.tvporassinatura.org.br
Fonte: Consumidor RS
Autor: Tele.Síntese e Abta
Revisão e Edição: de responsabilidade da fonte

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