terça-feira, 21 de agosto de 2012

Anúncios do Google On Line em Crise


O Google é um tipo de Empresa que não tem muitos ponto fracos para serem apontados. Mas, em um aspecto eles não estão tão bem, os anúncios on line estão em crise.
O esquema de publicidade desenvolvido pelo Google, um dos fatores determinantes para empresa ter o tamanho que tem, funciona assim: o Google AdWords possibilita a criação de anúncios que irão aparecer na lista de resultados do site de buscas. Dá pra imaginar que esse é um dos locais de exposição mais almejados da internet – como se fosse um imenso outdoor na avenida mais movimentada da cidade. Já o Google AdSense pega esses anúncios do AdWords e os coloca em sites ou blogs que tratem de assuntos parecidos ao do produto que está sendo anunciado. No primeiro exemplo, você paga para aparecer; no segundo, você recebe toda vez que alguém nota sua presença.


A grande sacada desse sistema é que você paga somente quando as pessoas clicam, coisa impossível de ser feita no mundo de papel e tinta. Seria como o anunciante de uma revista descobrir quem realmente parou na página de seu anúncio e ficou um tempo olhando pra ela – e não gastar um centavo com quem passou batido pela propaganda.


De acordo com números revelados pela própria companhia, o último trimestre registrou a terceira queda consecutiva nos valores dos anúncios: 8, 12 e agora 16% de baixa. O grande vilão parece ser a popularização dos smartphones e tablets e a triste constatação (pelo menos pra eles) de que as pessoas não clicam em anúncios mobile com a mesma freqüência que clicam em um computador tradicional. Isso sem contar que uma propaganda de mídia móvel, já de cara, vale 40% a menos que a de desktop. Enquanto alguém não inventar um tipo de publicidade que conquiste os usuários de mobile, a tendência é que os números continuem despencando.

Pro Google isso não é um grande problema, já que a empresa está indo muito bem, especialmente depois da compra da Motorola Mobility, que rendeu um aumento de 21% nos lucros da empresa. Mas para o braço de propaganda deles, sim isso pode ser um choque de realidade que mostra que, pelo menos nesse ramo, eles estão no mesmo barco que o resto do mundo. A dúvida é: como evitar o naufrágio?






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