segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Censurar conteúdo político na web fere a democracia, diz Google


Em época de eleição, as disputas judiciais não se restringem mais apenas ás trocas de acusações entre partidos, candidatos e suas campanhas. O crescimento do acesso á internet no país, ao mesmo tempo em que aumentou o espaço para o debate sobre política, também faz com que portais, sites, blogs e até provedores de internet se tornem alvos na justiça eleitoral. São cada vez mais comuns os pedidos de remoção de conteúdo considerado ofensivo por candidatos, que têm encontrado respaldo no Judiciário.
Apesar de os casos de multa contra o Google - por não remover conteúdos do ar- ganharem destaque nessas eleições, o problema faz parte da rotina diária da empresa desde as eleições de 2008, de acordo com diretora jurídica Fabiana Siviero. A posição do gigante da internet tem sido a mesma, segundo ela: lutar até a ultima instância para manter o material e garantir a liberdade de expressão dos usuários. "Vivemos em uma democracia". Justificou.
Segundo o Gerente de planejamento estratégico digital, Felipe Morais, " não tem como pensar em uma campanha politica hoje, sem citar a campanha de Barack Obama em 2008". Morais ressaltou a repercussão dos conteúdos na Web, mas alertou que todo controle na internet não tende a dar muito certo. Como dizemos no mercado, escreveu na web, escreveu na pedra, ou seja, fica para eternidade. Por mais que o politico delete uma publicação, alguém terá ela guardada em um Blog ou em um Tweet", explicou.
Morais ainda reforçou de que quando se tenta calar as pessoas no meio virtual , " elas se juntam com uma força maior, se conectam com muita rapidez e não tem como ninguém ou nenhuma empresa censurar". Com experiências em mais de 30 campanhas para prefeito, vereador e deputados, o marqueteiro politico Justino Pereira citou uma importante " que os políticos ouçam o que as pessoas pensam deles e quais são as propostas que elas creem ser boas para resolver os problemas das cidades".
Pereira prega a democracia virtual dentro do que é válido na vida real, " se o argumento é político não é ofensivo, preconceituoso ou incitador de ódios, não tem porque ser retirado. Faz Parte do jogo democrático", disse. " A liberdade á expressão é garantia de veiculação da verdade, o extremo oposto a injúria e á calúnia, que estão no campo da mentira. O exercício da liberdade não necessita de calúnias ou difamações", concluiu.







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