quinta-feira, 3 de abril de 2014

Apps serão "mina de ouro" do marketing digital; entenda

Companhias devem focar o desenvolvimento para celulares e tablets, não em sites para web que sejam apenas replicados nos aparelhos menores




A presença digital pode ser determinante para o sucesso de um empreendimento.
 Nesse novo mundo para o marketing, o desafio é criar boas experiências para os 
consumidores, tanto nos computadores, como nos smartphones e tablets. De acordo com 
Ray Pun, líder estratégico para soluções mobile da Adobe, o tráfego dos aparelhos móveis já
 representa mais de 50% para algumas marcas, mas o investimento ainda é baixo.
Para ele, as companhias devem focar o desenvolvimento para celulares e tablets, não em sites
 para web que sejam apenas replicados nos aparelhos menores. E a "mina de ouro"
 é o desenvolvimento de aplicativos, que conseguem reter o cliente por mais tempo que a 
navegação pela web.
Em conversa durante o Adobe Summit, em Salt Lake City (EUA), Pun apontou também as 
oportunidades que o Brasil perderá durante a Copa do Mundo e a Olimpíada, caso não entenda 
o potencial de promover as competições pelos aparelhos móveis. Confira a entrevista:

Primeiro uma pergunta mais geral, o que mudou nos últimos anos para o marketing 
em aparelhos móveis?

Pun - Para os varejistas tradicionais, os consumidores passam muito mais tempo pesquisando 

os produtos nos smartphones ou tablets antes de ir à loja física. Especialmente nos 
Estados Unidos, quando alguém tem um tempo livre, pode estar procurando por um produto, 
que depois ele pode ir comprar na loja. No caso de lojas puramente digitais, e isso tem a ver 
com uma pesquisa que fizemos no ano passado, as empresas que vendem passagens e 
pacotes de viagem pelo smartphone ou tablet têm visto os clientes passando muito mais tempo
 em aplicativos no tablet, em comparação com o tempo que eles passam no site, no mesmo 
aparelho. Pesquisam a melhor passagem, hotel, local, e acabam comprando pelo tablet, 
até mesmo pelo smartphone. É uma mudança grande também, porque antes dos aparelhos 
móveis tudo passava pelo PC. Pelo mobile, a empresa pode mostrar ofertas de quartos para 
hoje a noite em determinada cidade, o que deixa tudo mais em tempo real.
E o que não mudou ainda, mas já deveria ter mudado?

Pun - 
O que não mudou ainda é o fato de que, embora o tráfego móvel para muitas marcas 

já ultrapassou os 50%, o investimento em aparelhos móveis continua relativamente baixo 
à web tradicional. Muitas empresas ainda estão focando sua infraestrutura para internet de 
1999. Agora já é 2014. Aquela infraestrutura não foi atualizada para atender as expectativas 
do consumidor de smartphones e tablets. Eles querem boas experiências. Pode ser primeiro 
na web tradicional, para conhecer a marca, mas depois que se torna cliente, ele quer também 
boas eperiências em aparelhos móveis. Não quer ficar restringido quanto ao canal em que é 
possível entrar em contato com a empresa. Muitos analistas já apontaram que o investimento 
em mobile está muito abaixo do investimento na web e do engajamento que os consumidores
 têm por estes aparelhos.
O que você diria então para uma empresa que está montando agora sua estratégia 
para aparelhos móveis?

Pun - 
A chave para uma estratégia mobile é pensar primeiro no valor que está gerando para 

o consumidor. É muito diferente do que na web tradicional, porque há muitas possibilidades. 
Há localização por GPS, a possibilidade de mandar um SMS ou mensagem por push, 
a habilidade para prover uma experiência personalizada com base em comportamentos. 
Localização, tempo real e comportamento, tudo isso se une no mobile. Então que valores você 
pode fornecer? Primeiro uma usabilidade muito fácil. Fizemos uma pesquisa no ano passado 
com 3 mil consumidores, perguntando o que diriam para as empresas de mídia, varejo
 e financeiras com as quais eles têm contato online. Eles disseram: façam com que 
a experiência seja mais simples, mais rápida e segura, em caso de produtos financeiros. 

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