quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Como ser transparente na veiculação de publicidade nativa



A definição de publicidade nativa já avançou muito, mas continua a discussão sobre se a prática é honesta ou não. Essa confusão é um entrave para o progresso das vendas transparentes da indústria de mídia.

Para entender o que está acontecendo, vamos voltar um pouco atrás e reexaminar a definição de publicidade nativa. Em linhas gerais, é a mídia paga que intencionalmente aparece junto ao conteúdo editorial.

Um dos exemplos mais utilizados para explicar o que são anúncios nativos é o feed do Facebook. Os posts patrocinados fluem de forma orgânica pelo news feed do usuário à medida que ele vê os posts dos amigos. O conteúdo do anúncio é estruturado para se misturar de forma natural ao feed da rede social.

O tipo mais básico de unidade de anúncio nativo é a imagem acompanhada de um texto. outras variações desse formato também são possíveis, como vídeos e artigos patrocinados.

Uma causa comum para a confusão que cerca a publicidade nativa é o propósito do anúncio. Já que unidades de anúncios nativos podem vir em diferentes formatos, é uma opção perfeita para a venda de produtos e serviços variados, assim como promover diferentes tipos de conteúdo. Às vezes trata-se de vender um produto diretamente, em outras, transmitir a mensagem da marca. A flexibilidade da publicidade nativa é ao mesmo tempo sua força e sua fraqueza.

Veja quais são as melhores formas de garantir transparência com anúncios nativos:

1) Sinalize de forma correta
A linguagem para sinalizar a presença de anúncios nativos ainda é vaga. Por exemplo, o popular “você também pode gostar” no topo de anúncios nativos pode confundir os consumidores e levá-los a achar que aquilo é conteúdo editorial.

Os ícones para anúncios também não são bem aproveitados. Qual o sentido de destacar o anúncio se não deixa claro para o consumidor que ele está olhando para uma mídia paga? Tenha certeza de que você está utilizando os rótulos de forma clara.

2) Use linguagem clara
Frases como “Ofertas e artigos na web” prepara o consumidor para o mix de anúncios e conteúdo patrocinado que encontrarão se clicarem em algum dos anúncios nativos. Um exemplo de uso de linguagem vaga é o da Chipotle. Em seu blog Food for Thought, no Huffington Post, a marca aparece em alguns artigos e na home do blog, mas não fica claro que está patrocinando o conteúdo.

3) Estenda essa prática para as landing pages
Mesmo quando um consumidor consegue distinguir publicidade nativa de conteúdo editorial e é engajado pelo anúncio, pode haver confusão quando chega a uma landing page. Qualquer rede que tenha anúncios nativos sempre fará uma revisão para aprovar as landing pages dos anunciantes.

A BMW, por exemplo, é parceira do blog Medium e fica claro que a montadora patrocina o conteúdo. No entanto, o que mais chama atenção é o conteúdo patrocinado, e não o logo da marca.

Se todos trabalharem para manter os consumidores informados e ajudá-los a diferenciar conteúdo editorial e anúncios, o engajamento crescerá e resultados de negócio serão mais significativos. Todo mundo ganha.

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