sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Propaganda enganosa é maior problema da Black Friday


O Reclame Aqui informou que foram registradas 2.265 reclamações até as 12h08 desta sexta-feira (27) referentes à Black Friday 2015. O levantamento começou às 10h de quinta-feira (26). Os problemas com propaganda enganosa foram responsáveis por 37% das reclamações. Outros 7,4% vieram de relatos de consumidores com problemas para finalizar a compra. O terceiro maior motivo de queixa vem das promoções ofertadas, responsáveis por 6,6%.
No ranking das 10 empresas com maior volume de problemas, a KaBum! está na frente, com 455 reclamações. A empresa tem reputação boa no site do Reclame Aqui, segundo avaliação de seus consumidores. Em segundo lugar vem a Americanas.com - Loja Virtual, com 191 queixas, seguida da Submarino, com 152 reclamações, e NetShoes, com 89. Ambas possuem Selo RA 1000, reputação máxima em atendimento no Reclame Aqui.

Categorias
A categoria de informática registrou 324 reclamações. Em seguida vêm os telefones celulares (aparelhos), com 233 queixas. Eletroeletrônicos contaram com 167 reclamações, contra 118 dos eletrodomésticos e 83 de assistência técnica.

Produtos
Celulares e smartphones representaram 10,5% das reclamações, liderando o ranking de produtos. A seguir aparecem componentes, peças e acessórios, com 7,4%; assistência técnica, com 3,7%; cartão de crédito, 3%; e televisão, com 2,2%.

Os homens reclamaram mais durante a madrugada e a manhã da Black Friday. Foram 64,1% de consumidores do sexo masculino contra 35,9% de mulheres.

Para o diretor de marketing do Reclame Aqui, Felipe Paniago, os números crescem em um ritmo mais lento do que anos anteriores e atendem às perspectivas de cautela do consumidor em tempos de crise. "O Brasil vive um cenário econômico ruim. Mesmo assim, quem optou por comprar na Black Friday, está mais cauteloso e conseguiu fugir de problemas", analisa.
Procon
Até as 12h desta sexta, o Procon-SP recebeu 458 reclamações de consumidores. As principais queixas são maquiagem de desconto - situação em que o fornecedor eleva o preço do produto antes de anunciar a promoção - e produto ofertado mesmo quando indisponível seguem sendo as principais queixas.
Em enquete feita pelo Procon-SP no Facebook e Twitter, entre os dias 24 e 27, 84% das pessoas afirmaram não acreditar que os descontos prometidos na Black Friday sejam reais. Porém, 54% pretendem comprar algum produto na promoção deste ano. Ao todo, foram 173 respostas dos seguidores do perfil do Procon-SP no Twitter e da página do Procon-SP no Facebook.

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